Nossa Ação no Mundo

A EcoHabitare tem como missão contribuir para a construção de um mundo sustentável, equitativo e pacífico, adotando como principal caminho uma educação em que todos possam ser protagonistas da construção do conhecimento e agentes de transformação.

Integra nas suas práticas uma abordagem holística e transdisciplinar, experiências práticas e ferramentas inovadoras, desenvolvidas e testadas em comunidades que buscam a prática de uma vida sustentável.

Buscando um modelo de organização compatível com a sua matriz axiológica, a EcoHabitare surgiu no cenário empreendedor como uma empresa 2.5, um híbrido entre o 2° Setor (empresas) e o 3° Setor (ONG´s). Diferente das empresas convencionais, busca unir sustentabilidade financeira e impacto positivo das suas ações na sociedade, introduzindo inovações em diferentes contextos.

Nos seus projetos de transformação, incorpora múltiplas metodologias de design para a sustentabilidade, como o conhecimento das ecovilas e de projetos de comunidades sustentáveis.

Existe um paralelo intencional entre o que fazemos e como fazemos com as dinâmicas de organização dos sistemas vivos, da vida. Desde que o biólogo austríaco Ludwig Von Bertalanffy, na década de 50, cunhou a teoria geral dos sistemas, novas concepções sobre a inter-relação dos sistemas sociais e naturais começaram a emergir. Entendemos que, quando nos propomos realizar um trabalho de mudança estrutural de médio e longo prazo, precisamos sustentar os elos, vínculos e parcerias no tempo. Os sistemas vivos, a vida, sabe como fazê-lo. Assim, mecanismos sintrópicos, que criam as condições de homeostase e autorregulação do sistema (social, natural etc.) fazem parte de nossa prática e são traduzidos em dispositivos pedagógicos, círculos de estudo, termos de autonomia, entre outros. Enquanto um sistema aberto que somos, que impacta e é impactado por seu entorno, constrói e é construído pelo seu contexto, aprendemos a lidar com os abalos, a imprevisibilidade e as mudanças, incorporando os aprendizados de forma dinâmica, como a vida. Assim, uma comunidade de aprendizagem é uma propriedade emergente de um sistema que, ao tomar ciência de si, faz escolhas conscientes, fundamentadas em seus valores, para agir no mundo, indo muito além da soma de suas partes, tecendo forças que mantém a capacidade de descobrir, aprender e renovar paradigmas e estruturas de forma tão natural como a vida sabe fazer.

“As pessoas precisam exigir dos seus professores um tipo de educação que as encorajem a pensar livremente e sem medo, que as ajude a investigar e compreender”. Krishnamurti

Nossa Inspiração

Carta de Princípios

A EcoHabitare tem como objetivo ser um agente de mudança, contribuindo para um mundo sustentável, equitativo e pacífico, adotando como principal caminho a educação.

COERÊNCIA – A coerência nutre nosso senso de integridade, nos apoia a pesquisar constantemente como nossas ações estão cuidando dos valores que norteiam a nossa prática.

SUSTENTABILIDADE – Buscamos promover um novo sistema das relações humanas com o ambiente, voltado para a construção de comunidades sustentáveis. Atuamos a partir de práticas colaborativas, pois consideramos que todo problema requer necessariamente uma abordagem que possibilite um ecossistema favorável à transformação. Acreditamos que inovações educacionais como as comunidades de aprendizagem colaboram para o desenvolvimento local sustentável.

SOLIDARIEDADE – Reconhecemos a interdependência entre todos os indivíduos. Valor intrinsecamente relacionado a justiça e aos direitos essenciais, que pressupõe as relações em sociedade. A solidariedade, mais do que um objetivo ético a ser atingido, é uma condição para a construção de um mundo pacífico e igualitário, que só existirá quando a fraternidade for compartilhada. Entendemos a educação como elemento essencial do compartilhar e manifestar valores que reconfigurem as nossas relações em sociedade.

RESPEITO – Acreditamos que abraçar a diversidade é princípio básico e essencial para uma convivência saudável e para a construção de comunidade. O respeito pressupõe, além do acolhimento das diferenças, uma escuta empática. Entretanto, num mundo onde o conflito é prática habitual, faz-se necessário restaurar as conexões perdidas. Assumimos, assim, práticas de comunicação não-violenta, além de aprendizado constante, como uma prática incorporada aos nossos projetos.

RESPONSABILIDADE – Segundo a Declaração das Responsabilidades Humanas Para a Paz e o Desenvolvimento Sustentável (“A Arte de Viver em Paz”, Pierre Weil), “A responsabilidade é um aspecto inerente a qualquer relação em que seres humanos estejam envolvidos. Essa capacidade de agir responsavelmente, de maneira consciente, independente, única e pessoal, é uma qualidade criativa inalienável do ser humano.” É este sentimento de responsabilidade planetária que suleia (do verbo “suliar”) nossas ações para a construção de um novo mundo. Reconhecemos os desafios que nos são postos ao assumir o compromisso de sermos agentes de mudança e, de forma ética e responsável, atuaremos para cumprir este objetivo.

BELEZA – Constitutiva natural e essência primordial do ser humano, a beleza traz em si o sentido de harmonia. Potencializa a capacidade sutil de perceber e sentir do ser humano, e proporciona a capacidade de emoção estética. Por isso, buscamos valorizar as múltiplas formas e expressões da beleza por meio da arte, além da manutenção de ambientes naturais e a criação de ambientes construídos harmônicos, pois acreditamos que dinamizam a capacidade criativa do ser humano e promovem relações harmônicas.

Equipe EcoHabitare

Amanda Sant'Anna Mann
Amanda Sant'Anna Mann
Estudante de Comunicação Social – Jornalismo na (PUCPR) e pesquisadora no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) sobre o cineasta sueco Ingmar Bergman. Atua na comunicação e área administrativa da empresa EcoHabitare.
Cláudia Passos Sant’Anna
Cláudia Passos Sant’Anna
Arquiteta e Urbanista (UFF), MSc. em Construção Civil (UFPR), especialista em Gestão Ambiental (UFPR). É designer de sistemas sustentáveis, educadora ambiental. Na EcoHabitare é Coordenadora de projetos de formação e de desenvolvimento de projetos de Arquitetura Escolar para o Séc XXI. Integra uma rede de educadores para uma nova educação.
Cristiano José Silva
Cristiano José Silva
Professor de Matemática, Ciências da Natureza e Educação Musical, MSc em Sociologia da Educação e Políticas Educativas e Msc. em Metodologias do Ensino da Matemática. Foi professor, coordenador e vice-diretor da Escola da Ponte e Vereador da Câmara Municipal do Porto, em Portugal. É Diretor e Supervisor de Ensino da Escola da Serra em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Diogo Alvim
Diogo Alvim
Biólogo e Ecólogo (UFRJ), MSc em Agroecossistemas e Desenvolvimento Rural (UFSC). É professor de biologia no ensino médio da rede Estadual de Minas Gerai e orientador do programa de pós graduação em Educação Ambiental e Espaços Educadores Sustentáveis da UFOP-UAB. Consultor do programa “Restauração de Diálogo” da SEEDUC-RJ. Pesquisa desde 2007 a aplicação da Comunicação Não-Violenta e de Sistemas Restaurativos.
José Pacheco
José Pacheco
Educador, Pedagogo, Especialista em Leitura e Escrita, MSc em Ciência da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal. É autor de inúmeros livros e artigos sobre educação e indutor de mais de 100 projetos para uma nova educação no Brasil. Na EcoHabitare é Coordenador Pedagógico dos Projetos de Formação.
Jornalista, MSc em Turismo (UnB), é autora do livro “O Guia do Mochileiro – Um roteiro pela Bolívia e Peru” e diretora do documentário “SOS Noronha – A história de uma mobilização”. Fez o curso de Educação Gaia em 2014. Atuou como facilitadora de Vídeos Participativos na Proplaneta, foi coordenadora de Comunicação do Instituto Igarapé.
Pedagoga, Especialista em Gestão Escolar, autora dos livros infantis “Emanuel e seu chapéu” (Catedral das letrinhas, 2013) e “Um sentimento danado” (Bem Cultural Editora, 2015), é professora da Rede Pública de Petrópolis, integrante, desde 2015, do Projeto Independência, certificado como Projeto de Invocação e Criatividade da Educação Básica pelo MEC.
Linguista, formada em Letras pela FFLCH / USP. Atuou como educadora tutora no Projeto Âncorae em outras instituições que pensam a educação de maneira transformadora, como o Ateliê Acaia e o NURI / CEPEUSP. Mediou o Projeto de Aprendizagem Intercâmbio, para a comunidade de Tamera, no sul de Portugal. Desenvolveu projetos culturais focados em ética, cidadania, autonomia e protagonismo juvenil em escolas da rede municipal de São Paulo, na qual foi professora. Atuou no trabalho voluntário do Movimento da Fraternidade por 18 anos, atualmente prestando assessoria ao Educandário Humberto de Campos (Alto Paraíso de Goiás / GO) no processo de transformação da escola. É entusiasta das mudanças que quer ver no mundo.
Pedagoga, Especialista em Gestão, Orientação e Direção Escolar, é professora da Rede Pública de Petrópolis, integrante, desde 2015, do Projeto Independência, certificado como Projeto de Invocação e Criatividade da Educação Básica pelo MEC.
Arquiteta e Urbanista (Universidade de Brasília e Politécnico de Turim), especialista em Arquitetura Sustentável (Politécnico de Turim). Coordenou processos participativos com crianças e adolescentes tanto no Brasil quanto na Itália. Vem aprofundando seus estudos em pedagogia urbana e em espaços educativos. Integra a Rede de Comunidades de Aprendizagem do Distrito Federal.
O novo educador é aquele que, compreendendo que, do modo como trabalha, não consegue assegurar a todos os seus alunos o direito à educação, se dispõe a mudar a sua prática.

O Mediador Educativo Local (MEL) certificado pela EcoHabitare é um educador que já vivencia um processo de transformação pessoal e profissional em um núcleo de projeto, integrante da Rede Gaia Escola ou das Escolas em Transição. É um catalisador de processos de aprendizagem, preparado para acompanhar, apoiar e coparticipar da avaliação de projetos de desenvolvimento sustentável local, nos quais a escola se constitui em nodo de uma rede de aprendizagem, de produção e partilha de conhecimento, no sentido da melhoria da qualidade de vida das pessoas e de um território.

Perfil do MEL

• Estar disposto a assumir a matriz axiológica e os princípios de ação da EcoHabitare;
• Estar vinculado, direta ou indiretamente, a uma instituição educacional (escola, universidade, ONG, instituto etc.);
• Reconhecer que o modelo de aprendizagem (ensinagem) e de escola que temos não contribui para desenvolvimento integral do ser humano e que a mudança é urgente;
• Estar aberto para o novo e disposto a questionar paradigmas;
• Estar disposto a trabalhar em equipe e reconfigurar sua prática, em novas construções sociais de aprendizagem;
• Estar disposto a reelaborar a sua cultura pessoal e profissional, saber escutar e dar resposta construtiva a conflitos;
• Estar disposto a aprimorar suas habilidades de diálogo;
• Estar disposto a compartilhar poder;
• Estar disposto a conhecer e experimentar novas metodologias de governança e processos de tomada de decisão;
• Cumprir acordos de convivência;
• Estar comprometido em assumir o papel de liderança coletiva, para iniciar processos de mudança e reconfiguração das práticas da instituição educacional em que atua;
• Disponibilizar tempo para criar novas competências cognitivas e socioemocionais no seu processo de auto formação;
• Disponibilidade para exercer tutoria em Ambiente Virtual de Aprendizagem;
• Produzir relatórios parciais de auto avaliação e de processo de formação do núcleo de projeto;
• Cumprir o acordo de sustentabilidade financeira dos processos de ação formativa;
• Ter participado de um dos percursos formativos da EcoHabitare;
• Participar nos encontros de formação da equipe EcoHabitare;
• Estar disponível para realizar viagens relacionadas aos percursos formativos;
• Elaborar relatórios dos percursos de formação;
• Desenvolver, em círculo de estudos, um projeto de desenvolvimento pessoal (*);
• Produzir material de apoio pedagógico para os percursos formativos, relatórios de processo e artigos para publicação;

 

(*)Assuntos eventuais: Valores, Base legal, Termo de Autonomia, Educação Democrática, Território Educativo, Facilitação de Grupos, Mediação de Conflitos, Portfolio, Avaliação, Tutoria, Roteiro de Pesquisa, Metodologia de Trabalho de Projeto, Dispositivos Pedagógicos, Alfabetização: Sociomocional, Linguística e Matemática. 

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