Continuando nosso estudo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, hoje vou comentar mais um artigo.

Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:
I – elaborar e executar sua proposta pedagógica;
Vou fazer um desafio para você que é professor(a). Diga aqui nos comentários se você leu o PPP da escola onde você trabalha. Agora diga se o PPP foi feito há alguns anos e nunca mais foi revisitado. Depois conte quem escreveu o PPP da sua escola. Você sabia que a escola deve cumprir o PPP dela de verdade e o PPP deve ser elaborado pela comunidade escolar, incluindo os responsáveis, os alunos, os professores e funcionários? Se você é pai ou mãe, peça o PPP da escola dos seus filhos, leia e depois pense se a escola cumpre ele DE VERDADE. A LDB manda que a escola cumpra o seu PPP.
V – prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
Muitos professores acreditam que a recuperação é uma forma de punir aqueles alunos que não estudaram ou que não se dedicaram como os professores querem. A recuperação não é uma forma de se vingar dos alunos. A recuperação é uma forma de ajudar o aluno a conseguir cumprir aquilo que ele não conseguiu ou que o professor não conseguiu por conta do sistema corrido de ensino em massa. Às vezes um aluno aprende muito mais com um professor em 30 minutos do que sentado por 3 horas no meio da turma. Há alunos que precisam do contato humano, da proximidade, da relação interpessoal para ativar seu processo cognitivo. Afinal, cada aluno é único e possui capacidades únicas. A recuperação não deve ser feita após as provas ao fim do bimestre ou trimestre. A recuperação é um processo paralelo. Você, que é professor, vai me perguntar “como fazer recuperação de um ou dois alunos e ainda ter que dar aula para outros 25? É por isso que eu digo: o sistema de aula é antiquado e precisa ser substituído urgentemente. Se um professor passa o dia dando aula, quando poderá atender seus alunos e tirar dúvidas? Se um aluno passa o dia tendo aula, quando poderá pesquisar e aprender outras coisas?”
VI – articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;
Geralmente os pais e mães não são bem-vindos nas escolas. São chamados de chatos, invasivos, sem-noção, reclamões, e coisa pior. Os educadores não gostam dos pais chatos, apenas dos pais bacanas daqueles alunos bacanas. A escola é o centro de excelência da educação, onde todos devem ter como objetivo uma coisa: o desenvolvimento educacional dos alunos, mas também dos pais e mães, dos funcionários, dos professores e de quem quer que faça parte da comunidade escolar. Educar dá trabalho e exige método. Dialogar com responsáveis complicados exige maturidade e tolerância, além de uma capacidade de comunicação não-violenta. O que adultos mal-educados precisam é de educação. Ninguém dá o que não tem. Se um adulto quer educar, ele precisa se educar também. O educador não ensina o que diz, mas transmite aquilo que ele é.
VII – informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola;
Exija o cumprimento do PPP da sua escola. Geralmente os PPPs (Projeto Político Pedagógico) das escolas são lindos, cheios de palavras belas e de valores humanos para a construção de uma sociedade pacífica. Mas o que ocorre na prática é BEM DIFERENTE do que está na teoria. Por isso que os pais precisam ir na escola, ler o PPP e verificar se ele está sendo cumprido. Se não estiver, os pais devem exigir que seja.

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